5 de set de 2016

O homem que não se irritava

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Em cidade interiorana havia um homem que
não se irritava e não discutia com ninguém.

Sempre encontrava saída cordial,
não feria a ninguém,
nem se aborrecia com as pessoas.

Morava em modesta pensão,
onde era admirado e querido.

Para testa-lo, um dia seus companheiros
combinaram levá-lo à irritação e à discussão
numa determinada noite em que o
levariam a um jantar.

Trataram todos os detalhes com a garçonete
que seria a responsável por atender a mesa
reservada para a ocasião.

Assim que iniciou o jantar, como entrada foi
servida uma saborosa sopa,
que o homem gostava muito.

A garçonete chegou próxima a ele,
pela esquerda,
e ele, prontamente, levou seu prato
para aquele lado,
a fim de facilitar a tarefa.

Mas ela serviu todos os demais e,
quando chegou a vez dele,
foi embora para outra mesa.

Ele esperou calmamente e em silêncio,
que ela voltasse.
Quando ela se aproximou outra vez,
agora pela direita, para recolher o prato,
ele levou outra vez seu prato na direção
da jovem,
que novamente se distanciou, ignorando-o.

Após servir todos os demais, passou rente a ele,
acintosamente, com a sopeira fumegante,
exalando saboroso aroma, como quem havia
concluído a tarefa e retornou à cozinha.

Naquele momento não se ouvia qualquer ruído.
Todos observavam discretamente,
para ver sua reação.

Educadamente ele chamou a garçonete,
que se voltou, fingindo impaciência e lhe disse:
o que o senhor deseja?

Ao que ele respondeu, naturalmente:
a senhora não me serviu a sopa.

Novamente ela retrucou, para provoca-lo,
desmentindo-o: servi, sim senhor!

Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio
e limpo e ficou pensativo por alguns segundos...

Todos pensaram que ele iria brigar...
Suspense e silêncio total.

Mas o homem surpreendeu a todos,
ponderando tranqüilamente:
a senhorita serviu sim,
mas eu aceito um pouco mais!

Os amigos, frustrados por não conseguir
fazê-lo discutir e se irritar com a moça,
terminaram o jantar, convencidos de que
nada mais faria com que aquele homem
perdesse a compostura.

Bom seria se todas as pessoas agissem
sempre com discernimento em vez de reagir
com irritação e impensadamente.

Ao protagonista da nossa singela história,
não importava quem estava com a razão,
e sim evitar as discussões
desgastantes e improdutivas.

Quem age assim sai ganhando sempre,
pois não se desgasta com emoções que
podem provocar sérios problemas
de saúde ou acabar em desgraça.

Muitas brigas surgem motivadas por pouca coisa,
por coisas tão sem sentido,
mas que se avolumam e se inflamam
com o calor da discussão.

Isso porque algumas pessoas têm a tola
pretensão de não levar desaforo para casa,
mas acabam levando para a prisão,
para o hospital ou para o cemitério.

Por isso a importância de aprender a arte
de não se irritar, de deixar por menos ou
encontrar uma saída inteligente
como fez o homem no restaurante.

Pense nisso!

A pessoa que se irrita aspira o tóxico
que exterioriza em volta,
e envenena-se a si mesma.

PAZ E LUZ PARA TODOS VOCÊS!!!
  
-:¦:- E -:¦:-

Um Dia Abençoado para todos!!

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