19 de fev de 2010

Palavras movem, exemplos arrastam.

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Havia um garoto que,
nos seus quase 8 anos,
adquirira um hábito nada saudável:

Tudo para ele se resumia em dinheiro.

Queria saber o preço de tudo o que via.

Se não custasse grande coisa,
para ele não tinha valor algum.

Nem se apercebia o pequeno que
há muitas coisas que dinheiro
algum compra.

E dentre essas coisas,
algumas são as melhores do mundo.

Certo dia, no café da manhã,
ele teve o cuidado de colocar sobre
o prato da sua mãe um papelzinho
cuidadosamente dobrado.

A mãe o abriu e leu:

“Mamãe me deve:

por levar recados - 3 reais;

por tirar o lixo - 2 reais;

por varrer o chão - 2 reais;

extras - 1 real.

Total que mamãe me deve: 8 reais.”

A mãe espantou-se no primeiro momento.

Depois, sorriu, guardou o bilhetinho
no bolso do avental e não disse nada.

O garoto foi para a escola e,
naturalmente, retornou faminto.

Correu para a mesa do almoço.

Sobre o seu prato estava o seu
bilhetinho com os 8 reais.

Os seus olhos faiscaram.

Enfiou depressa o dinheiro no bolso
e ficou imaginando o que compraria
com aquela recompensa.

Mas, então, percebeu que havia outro
papel ao lado do seu prato.

Igualzinho ao seu e bem dobrado.

Ele abriu e viu que sua mãe
também lhe deixara uma conta:

“Filhinho deve à mamãe:

por amá-lo - nada.

Por cuidar da sua catapora - nada.

Pelas roupas, calçados e brinquedos nada.

Pelas refeições e pelo lindo quarto - nada.

Pelas noites sem dormir - nada.

Total que filhinho deve à mamãe - nada.”

O menino ficou sentado,
lendo e relendo a sua nova conta.

Não conseguia dizer nenhuma palavra.

Depois se levantou, pegou os oito
reais e os colocou na mão de sua mãe.

A partir deste dia, ele passou a
ajudar sua mãe por amor.

PAZ E LUZ PARA TODOS VOCÊS!!!
   
-:¦:- E -:¦:-
 
Um Dia Abençoado para todos!!

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