24 de mai. de 2020

Fazer alguém feliz...

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Todos nós sabemos como é difícil superar
as fases mais difíceis pelas quais passamos.

Esta narrativa pode nos ajudar a
repensar esses momentos...

Dois homens, seriamente doentes,
ocupavam o mesmo quarto em um hospital.

Um deles ficava sentado em sua cama por
uma hora todas as tardes para
conseguir drenar o líquido de seus pulmões.

Sua cama ficava próxima da única
janela existente no quarto.

O outro homem era obrigado
a ficar deitado de
bruços em sua cama por todo o tempo.

Eles conversavam muito.

E toda tarde quando o homem perto da
janela podia sentar-se ele
passava todo o tempo descrevendo ao
seu companheiro todas as
coisas que ele podia ver através da janela.

O homem na outra cama começou a
esperar por esse período
onde seu mundo era ampliado e animado
pelas descrições do companheiro.

Ele dizia que da janela dava para ver um
parque com um lago bem legal.

Patos e cisnes brincavam na água
enquanto as crianças navegavam
seus pequenos barcos.

Jovens namorados andavam de braços
dados no meio das flores
e estas possuíam todas as
cores do arco-íris.

Grandes e velhas árvores
cheias de elegância na paisagem,
e uma fina linha podia ser
vista no céu da cidade.

Quando o homem perto da janela
fazia suas descrições,
ele o fazia de modo primoroso e delicado,
com detalhes e o outro homem fechava seus
olhos e imaginava a cena pitoresca.

Uma tarde quente, o homem perto
da janela descreveu que havia
um desfile na rua e embora ele
não pudesse escutar a musica,
ele podia ver e descrever tudo.

Dias e semanas passaram-se assim.

Em uma manhã a enfermeira do
dia chegou trazendo água
para o banho dos dois homens
mas achou um deles morto.

O homem que ficava perto da
janela morreu pacificamente
durante o seu sono a noite.

Ela estava entristecida e chamou
os atendentes do hospital
para levarem o corpo embora.

Assim que julgou conveniente,
o outro homem pediu a enfermeira
que mudasse sua cama para
perto da janela.

A enfermeira ficou feliz em
poder fazer esse favor para o homem e
depois de verificar que ele estava
confortável o deixou sozinho no quarto.

Vagarosamente, pacientemente,
ele se apoiou em seu cotovelo
para conseguir olhar pela
primeira vez pela janela.

Finalmente, ele poderia ver
tudo por si mesmo.

Ele se esticou ao máximo,
lutando contra a dor para poder olhar
através da janela e quando conseguiu
faze-lo deparou-se com
um muro todo branco.

Ele então perguntou a enfermeira
o que teria levado seu
companheiro a descrever-lhe
coisas tão belas,
todos os dias se pela janela
só dava para ver um muro branco?

A enfermeira respondeu que aquele
homem era cego e não
poderia ver nada mesmo que quisesse.

Talvez ele só estivesse pensando
em distrai-lo e alegra-lo um
pouco mais com suas historias.

Há uma tremenda alegria em fazer
outras pessoas felizes,
independente de nossa situação atual.

Dividir problemas e pesares é ter
metade de uma aflição,
mas felicidade quando compartilhada
é ter o dobro de felicidade.

Se você quer se sentir rico,
apenas conte todas as coisas que
você tem e que o dinheiro não
pode comprar.

PAZ E LUZ PARA TODOS VOCÊS!!!
  
-:¦:- E -:¦:-

Um Dia Abençoado para todos!!

23 de mai. de 2020

A lição

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Éramos a única família no
restaurante com uma criança.

Eu coloquei Daniel numa cadeira
para crianças
e notei que todos estavam tranqüilos,
comendo e conversando.

De repente, Daniel gritou animado,
dizendo:
'Olá, amigo!', batendo na mesa
com suas mãozinhas gordas.

Seus olhos estavam bem abertos
pela admiração
e sua boca mostrava a falta de dentes.

Com muita satisfação, ele ria,
se retorcendo.
Eu olhei em volta e vi a razão
de seu contentamento.

Era um homem andrajoso,
com um casaco jogado
nos ombros: sujo, engordurado e
rasgado.

Suas calças eram trapos com as
costuras abertas
até a metade, e seus dedos
apareciam através
do que foram, um dia, os sapatos.

Sua camisa estava suja e seu cabelo não
havia sido penteado por muito tempo.

Seu nariz tinha tantas veias
que parecia um mapa.

Estávamos um pouco longe dele para sentir
seu cheiro, mas asseguro que cheirava mal.
Suas mãos começaram a se mexer para saudar.

'Olá, neném. Como está você?',
disse o homem a Daniel.

Minha esposa e eu nos olhamos:
'Que faremos?'.

Daniel continuou rindo e respondeu,
'Olá, olá, amigo'.

Todos no restaurante nos olharam e
logo se viraram para o mendigo.

O velho sujo estava incomodando
nosso lindo filho.

Trouxeram a comida e o homem
começou a falar com o
nosso filho como um bebê.
Ninguém acreditava
que o que o homem estava
fazendo era simpático.

Obviamente, ele estavabêbado.

Minha esposa e eu estávamos
envergonhados.

Comemos em silêncio;
menos Daniel que estava
superinquieto e mostrando
todo o seu repertório
ao desconhecido, a quem conquistava
com suas criancices.

Finalmente, terminamos de comer
e nos dirigimos à porta.
Minha esposa foi pagar a conta e eu lhe
disse que nos encontraríamos no
estacionamento.

O velho se encontrava muito perto
da porta de saída.

'Deus meu, ajuda-me a sair daqui
antes que este
louco fale com Daniel', disse orando,
enquanto caminhava perto do homem.
Estufei um pouco
peito, tratando de sair sem respirar
nem um pouco
do ar que ele pudesse estar exalando.

Enquanto eu fazia isto, Daniel se
voltou rapidamente
na direção onde estava o velho e
estendeu seus
braços na posição de 'carrega-me'.

Antes que eu pudesse impedir,
Daniel se jogou dos
meus braços para os braços do homem.

Rapidamente, o velho fedorento e o menino
consumaram sua relação de amor.

Daniel, num ato de total confiança,
amor e submissão,
recostou sua cabeça no ombro do desconhecido.

O homem fechou os olhos e pude
ver lágrimas
correndo por sua face.

Suas velhas e maltratadas mãos ?
cheias de cicatrizes,
dor e trabalho duro ? suave, muito
suavemente,
acariciavam as costas de Daniel.

Nunca dois seres haviam se amado tão
profundamente em tão pouco tempo.

Eu me detive, aterrado. O velho homem,
com Daniel em seus braços,
por um momento abriu seus
olhos e olhando diretamente nos meus, me disse
com voz forte e segura:

'Cuide deste menino'.
De alguma maneira, com um
imenso nó na garganta, eu respondi:
'Assim o farei'.

Ele afastou Daniel de seu peito,
lentamente,
como se sentisse uma dor.

Peguei meu filho e o velho homem me disse:
'Deus o abençoe, senhor.

Você me deu um presente maravilhoso'.

Não pude dizer mais que um entrecortado
'obrigado'.

Com Daniel nos meus braços, caminhei
rapidamente até o carro.

Minha esposa perguntava por que eu
estava chorando
e segurando Daniel tão fortemente,
e por que estava dizendo:
'Deus meu, Deus meu, me perdoe'.

Eu acabava de presenciar o amor
de Cristo através
da inocência de um pequeno menino
que não viu
pecado, que não fez nenhum juízo;
um menino que
viu uma alma e uns adultos que
viram um montão de roupa suja.

Eu fui um cristão cego carregando
um menino que não era.

Eu senti que Deus estava me perguntando:
'Estás disposto a dividir seu
filho por um momento?',
quando Ele compartilhou Seu Filho
por toda a eternidade.

O Velho andrajoso,
inconscientemente me recordou:
"Eu asseguro que aquele que não
aceite o reino de
Deus como uma criança, não entrará nele."
(Lucas 18:17)


PAZ E LUZ PARA TODOS VOCÊS!!!
  
-:¦:- E -:¦:-

Um Dia Abençoado para todos!!