23 de dez de 2016

História real....

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Passava do meio dia, o cheiro de pão quente invadia
aquela rua, um sol escaldante convidava a
todos para um refresco...
Ricardinho não agüentou o cheiro bom do pão e
falou:
- Pai, tô com fome!!!
O pai, Agenor, sem ter um tostão no bolso,
caminhando desde muito cedo em busca de um
trabalho, olha com os olhos marejados para o
filho e pede mais um pouco de paciência...
- Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu tô
com muita fome, pai!!!
Envergonhado, triste e humilhado em seu coração
de pai, Agenor pede para o filho aguardar
na calçada enquanto entra na
padaria a sua frente...
Ao entrar dirige-se a um homem no balcão:
- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6
anos na porta, com muita fome, não tenho nenhum
tostão, pois sai cedo para
buscar um emprego e nada encontrei, eu lhe peço
que em nome de Jesus me
forneça um pão para que eu possa matar a fome
desse menino, em troca posso
varrer o chão de seu estabelecimento,
lavar os pratos e copos, ou outro serviço
que o senhor precisar!!!
Amaro, o dono da padaria estranha aquele homem de
semblante calmo e sofrido, pedir comida em
troca de trabalho e pede
para que ele chame o filho...
Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a
Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se
junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de
comida do famoso PF (Prato Feito) -
arroz, feijão, bife e ovo...
Para Ricardinho era um sonho,
comer após tantas horas na rua...
Para Agenor, uma dor a mais, já que comer aquela
comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da
esposa e mais dois filhos que
ficaram em casa apenas com um punhado de fubá...
Grossas lágrimas desciam dos
seus olhos já na primeira garfada...
A satisfação de ver seu filho devorando aquele
prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e a
lembrança de sua pequena família em casa, foi
demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos
de desemprego, humilhações e necessidades...
Amaro se aproxima de Agenor e percebendo
a sua emoção, brinca para relaxar:
- Ô Maria!!! Sua comida deve estar muito ruim...
Olha o meu amigo está até chorando de tristeza
desse bife, será que é sola
de sapato?!?!
Imediatamente, Agenor sorri e diz que
nunca comeu comida tão apetitosa, e que
agradecia a Deus por ter esse prazer...
Amaro pede então que ele sossegue seu coração,
que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho...
Mais confiante, Agenor enxuga as lágrimas e
começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas...
Após o almoço, Amaro convida Agenor para
uma conversa nos fundos da padaria, onde havia
um pequeno escritório...
Agenor conta então que há mais de 2 anos havia
perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade
profissional, sem estudos, ele estava vivendo de
pequenos "biscates aqui e acolá", mas que há
2 meses não recebia nada...
Amaro resolve então contratar Agenor para
serviços gerais na padaria, e penalizado,
faz para o homem uma cesta básica com
alimentos para pelo menos 15 dias...
Agenor com lágrimas nos olhos agradece a
confiança daquele homem e marca para o dia
seguinte seu início no trabalho...
Ao chegar em c asa com toda aquela "fartura",
Agenor é um novo homem - sentia esperanças,
sentia que sua vida iria tomar
novo impulso...
Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta,
era toda uma esperança de dias melhores...
No dia seguinte, às 5 da manhã, Agenor estava na
porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho...
Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele
homem que nem ele sabia porque estava ajudando...
Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias
diferentes, mas algo dentro dele chamava-o
para ajudar aquela pessoa...
E, ele não se enganou - durante um ano, Agenor
foi o mais dedicado trabalhador daquele
estabelecimento, sempre honesto e
extremamente zeloso com seus deveres...
Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e
fala da escola que abriu vagas para a
alfabetização de adultos um quarteirão acima
da padaria, e que ele fazia questão
que Agenor fosse estudar...
Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a
mão trêmula nas primeiras letras e a
emoção da primeira carta..
Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula...
Vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de
Medeiros, advogado, abrindo seu
escritório para seu cliente,
e depois outro, e depois mais outro...
Ao meio dia ele desce para um café na padaria do
amigo Amaro, que fica impressionado em ver
o "antigo funcionário" tão
elegante em seu primeiro terno...
Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor
Baptista, já com uma clientela que mistura os mais
necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o
pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que
oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas
ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos,
um prato de comida diariamente na hora do almoço...
Mais de 200 refeições são servidas diariamente
naquele lugar que é administrado pelo seu filho,
o agora nutricionista Ricardo Baptista...
Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles
dois homens, Amaro e Agenor impressionava a
todos que conheciam um pouco da
história de cada um...
Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo
dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente
com um sorriso de dever cumprido...
Ricardinho, o filho mandou gravar na frente da
"Casa do Caminho", que seu pai fundou com tanto carinho:
"Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia
eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia
acordei sozinho, e você me deu Deus,
e isso não tem preço. Que Deus
habite em seu coração e alimente sua alma.
E, que te sobre
o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!"
(História verídica)

Nunca é tarde para começar e sempre é cedo
para parar!!!

PAZ E LUZ PARA TODOS VOCÊS!!!
  
-:¦:- E -:¦:-

Um Dia Abençoado para todos!!

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