20 de mar de 2010

O ESFORÇO

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Uma jovem chegou à grande capital
e se instalou.

Vinha de pequena cidade do interior
do estado para estudar e trabalhar.

Durante os primeiros dias,
as andanças para ver as questões de
matrícula, a busca por um emprego,
a procura de um pequeno apartamento
para morar lhe tomaram as horas até
a exaustão.

No entanto, depois de algum tempo,
já instalada em seu minúsculo
apartamento, com poucos móveis,
começou a ouvir a vizinhança.

Eram vozes que vinham dos andares
de baixo e de cima.
Vozes de crianças e de adultos.

Precisando estudar,
pois o seu intuito era de se
preparar para o próximo vestibular,
ela buscou se isolar de tudo.

Entretanto, um ruído que vinha
de um prédio próximo ela não
conseguia anular.

Era o som insistente de um piano.

Não eram músicas, sonatas ou sinfonias.

Era, sim, um contínuo exercício no teclado.

Pareciam escalas e mais escalas repetidas.

Estranhamente, todos os dias,
os longos exercícios se repetiam.

Passaram-se os meses e, um dia,
pensou a jovem:
pobre coitada desta criatura que
deseja se tornar pianista.

Pela continuidade e repetição
dos mesmos exercícios,
nunca deverá passar disto.

Será uma criança com dificuldades
de aprendizagem?

E o som passou a ser seu
companheiro enquanto estudava.

Certa noite,
um amigo a convidou a ir ao teatro.

Haveria um concerto musical
com consagrada pianista.

A jovem exultou.

Depois de tantos meses de estudos
e trabalho que reduziam a sua vida
a um ir e vir da escola para
a fábrica e para o apartamento,
ela ficou feliz em ter um raro
momento de lazer.

E, especialmente, um espetáculo
que prometia ser muito bom,
conforme lhe falou o amigo.

O concerto foi maravilhoso.

A pianista era uma senhora de
certa idade e que demonstrou,
durante pouco mais de uma hora,
ser uma virtuosa
do precioso instrumento.

Após ser muito aplaudida,
ela se recolheu ao camarim e a
jovem conseguiu, através do amigo,
chegar até a distinta
senhora para cumprimentá-la.

Qual não foi sua surpresa ao descobrir,
em curta conversa com a artista famosa,
que ela era a sua vizinha de prédio.

Aquela mesma que passava horas e horas,
todos os dias, a exercitar escalas e
mais escalas musicais.

E concluiu a pianista:
"para manter a agilidade dos dedos
e interpretar com propriedade os
grandes compositores,
não posso de forma alguma abandonar
os cansativos exercícios diários."

"Não abandone você também,
a prática diária de fazer o bem!"

PAZ E LUZ PARA TODOS VOCÊS!!!
   
-:¦:- E -:¦:-
 
Um Dia Abençoado para todos!!

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