31 de ago de 2016

O frio que vem de dentro

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Conta-se que seis homens ficaram presos numa
caverna por causa de uma avalanche de neve.
Teriam que esperar até o amanhecer
para receber socorro. Cada um deles trazia
um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira
ao redor da qual eles se aqueciam.
Eles sabiam que se o fogo apagasse todos
morreriam de frio antes que o dia clareasse.
Chegou a hora de cada um colocar sua
lenha na fogueira.
Era a única maneira de poderem sobreviver.
O primeiro homem era racista.
Ele olhou demoradamente para os outros cinco
e descobriu que um deles tinha a pele escura.
Então, raciocinou consigo mesmo:
"aquele negro! Jamais darei minha lenha
para aquecer um negro". E guardou-a protegendo-a
dos olhares dos demais.
O segundo homem era um rico avarento.
Estava ali porque esperava receber os juros
de uma dívida. Olhou ao redor e viu um homem
da montanha que trazia sua pobreza no aspecto
rude do semblante e nas roupas velhas e remendadas.
Ele calculava o valor da sua lenha e,
enquanto sonhava com o seu lucro, pensou:
"eu, dar a minha lenha para aquecer
um preguiçoso", nem pensar.
O terceiro homem era negro.
Seus olhos faiscavam de ressentimento.
Não havia qualquer sinal de perdão ou de
resignação que o sofrimento ensina.
Seu pensamento era muito prático:
"é bem provável que eu precise desta
lenha para me defender.
Além disso, eu jamais daria minha lenha
para salvar aqueles que me oprimem".
E guardou suas lenhas com cuidado.
O quarto homem era um pobre da montanha.
Ele conhecia mais do que os outros os caminhos,
os perigos e os segredos da neve.
Este pensou: "esta nevasca pode durar vários dias.
Vou guardar minha lenha."
O quinto homem parecia alheio a tudo.
Era um sonhador. Olhando fixamente para as brasas,
nem lhe passou pela cabeça oferecer
a lenha que carregava.
Ele estava preocupado demais com suas próprias
visões (ou alucinações?) Para pensar em ser útil.
O último homem trazia nos vincos da testa e nas
palmas calosas das mãos os sinais de
uma vida de trabalho. Seu raciocínio
era curto e rápido. "esta lenha é minha.
Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém
nem mesmo o menor dos gravetos".
Com estes pensamentos, os seis homens
permaneceram imóveis. A última brasa da
fogueira se cobriu de cinzas e, finalmente apagou.
No alvorecer do dia, quando os homens do socorro
chegaram à caverna encontraram seis
cadáveres congelados, cada qual segurando
um feixe de lenha. Olhando para aquele triste quadro,
o chefe da equipe de socorro disse:
"o frio que os matou não foi o frio de fora,
mas o frio de dentro".

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Não deixe que a friagem que vem de dentro mate você.
Abra o seu coração e ajude a aquecer
aqueles que o rodeiam.
Não permita que as brasas da esperança
se apaguem nem que a fogueira do otimismo vire cinzas.
Contribua com seu graveto de amor e aumente
a chama da vida onde quer que você esteja.

PAZ E LUZ PARA TODOS VOCÊS!!!
  
-:¦:- E -:¦:-

Um Dia Abençoado para todos!!

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